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| Pizza caseira da minha sogra - Segunda 21.02 |
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| Almoço Ramblas - Quinta 23.02 |
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| Jantar do Happy das Meninas - Quinta 23.02 |
Pois então....
Dias difíceis os do feriadão de carnaval, mas passaram, acima as fotinhos das principais atrações, no post anterior postei os dias mais difíceis (pizza e xis) mas sabe que apesar de difíceis fiquei orgulhosa!
Confesso que uma das motivações maiores foi saber que teria
que prestar contas ao blog e as pessoas que estão acompanhando este processo, e
outra é o orgulho que sinto quando digo que resisti, é inexplicável o
sentimento de me sentir mais forte que meu vício, sim comer também é um vício,
e eu diria que um dos mais complexos, pois é o único que você não pode deixar
completamente, claro que digo isto sem embasamento nenhum, apenas por
experiência própria, defendendo mais uma das minhas teses malucas e na maioria
dos casos sem noção, mas segue meu raciocínio.
Um viciado em maconha, não precisa da maconha em si, ele
utiliza por ter uma dependência química, psicológica ou social para isto, assim
como um alcoólatra, um fumante, eles têm uma dependência que provem do consumo
da substância, mas o organismo deles não precisaria naturalmente daquilo para
viver.
Já no caso da comida é complicado porque não dá pra parar de
comer, porque o corpo vai padecer e entrar em colapso, ou seja, precisarei parar
de comer sem parar de comer, o bagulho é muito tenso, porque na realidade eu
não como só porque estou com fome, não como porque meu corpo precisa, eu como porque
gosto de comer e ponto final. Eu como porque a combinação do macarrão com molho
seja ele qual for é perfeita, porque a maionese e o pão francês possuem uma
química tão linda que seria uma desonra comer um só, e o mesmo ocorre com
cachorro quente, pizza, xis, salada de batatas, bata frita com queijo e bacon, preciso
aproveitar o que é bom ao máximo e por isto sempre acabo exagerando.
Baseada nesta declaração insana, concluo que sou viciada em
comer, e como todo vício é prejudicial então preciso aceitar meu vicio (ok),
reconhecer que preciso de ajuda (ok), encarar cada dia de uma vez (ok) e mudar
de vida (em andamento).
A parte de desintoxicação e a abstinência são fases críticas
do processo “ficar limpo” para dependentes, só que ao contrário dos demais
vícios, no meu caso não é nos primeiros dias que a coisa fica feia, numa dieta,
ou reeducação alimentar os primeiros dias e primeiras semanas são os mais
fáceis, é onde você tá feliz, e contando pra todos mundo, é onde as coisas
saudáveis são novidade e parecem apetitosas, onde você vês os casos de sucesso
e pensa a longo prazo, mas isto até quando? Até quando resistirei ao gosto
irresistível do xis filé com 4 queijos da Hamburgueria do Cris? Até quando me
lembrarei dos rodízios de pizza de sexta ao meio dia e ficarei satisfeita em
comer peixe grelhado? Até quando suportarei o fardo de uma semana saudável que
me fez perder apenas 2 kg que nem são notáveis no meu corpo?
Pois é, não sei, mas tenho consciência que um viciado não pára
de usar drogas ou beber porque pára de gostar de fazer isto, ele pára porque
sabe que é prejudicial, pecado, errado ou seja lá qual foi o motivo, mas ele continua
lembrando de como era bom, ele continua sentindo falta, e vai lutar a vida toda
contra esta vontade, e é isto que farei, lutarei até o fim contra a vontade de
comer demais, contra a vontade de fazer gordices, e viverei um dia de cada vez, todos temos lutas e batalhas sejam elas exteriores
ou as mais terríveis interiores, e por isto deixo um trecho da música Porão da Minh'alma da banda
Fruto Sagrado que eu curto pra caramba.
“... No
profundo da escuridão da alma;
Habita um
pesadelo, desespero.
Um monstro
dentro de mim mesmo;
Assola o
dia inteiro;
Mas
prossigo na luta;
Contra meu
inimigo interior;
Vivendo o
dia-a-dia de desespero,
Medo e de terror...”




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